EPIGRAFES:
“Pode-se dizer que toda poesia é sempre política. Pois forma no leitor,no ouvinte, no espectador, ainda que de forma indelével, uma nova consciência do sensível, criando palavras que sejam a expressão desta sensibilidade e que correspondam a novas formas de percepção da realidade. Esta consciência estabelece que o mundo pode ser transformado, o que parece impossível pode ser possível; logo, que a utopia é a verdadeira dimensão do homem e a missão dos poetas.(LIMA,2001,p.76).
14. Digo adeus à ilusão
15. Mas não ao mundo. Mas não à vida,
16. Meu reduto e meu reino.
17. Do salário injusto,
18. da punição injusta,
19. da humilhação, da tortura,
20. do terror,
21. Retiramos algo e com ele construímos um artefato
22. Um poema
23. Uma bandeira.
(Ferreira Gullar, “Agosto de 1964” Terceira estrofe,)
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